Entradas com Etiqueta ‘Energias Alternativas’
Em Portugal as necessidades de aquecimento ambiente ocorrem em cerca de 3 a 4 meses por ano numa altura em que a disponibilidade de Sol é menor.
É necessário aumentar a área de colectores, o que se traduz num maior custo, para cobrir parte das necessidades de aquecimento ambiente o que irá originar problemas de excesso de energia no Verão, no entanto este excesso poderá servir para o aquecimento da água da piscina no Verão.
Este sistema funciona de modo semelhante aos outros sistemas solares térmicos. A água quente gerada pelo sistema pode ser utilizada directamente no sistema de aquecimento ou servir de apoio ao pré-aquecer a água diminuindo o consumo do sistema.
1 – Colector solar
2 – Depósito de Acumulação (armazenamento de água)
3 – Bomba circuladora (assegura o transporte do fluido térmico no circuito primário)
4 – Apoio energético
5 – Permutador (permite a transferência de calor para a água que circula no circuito secundário)
6 – Válvula de três vias
7 – Radiadores ou piso radiante
CD – Controlo diferencial (sistema de controlo das diferenças de temperatura com interface com o utilizador programável)
O sistema para aquecimento ambiente pode ser feito através de caldeiras eléctricas, a gás (natural, butano ou propano), a carvão, lenha e gasóleo ou através de bomba de calor.
Entre estas soluções a caldeira a gás natural é a mais económica e bastante eficiente, pois permite um aquecimento instantâneo da água.
A bomba de calor para aquecimento de água sanitária é excluída no RCCTE das alternativas à utilização de colectores solares de fontes renováveis.
O sistema de distribuição para aquecimento do ambiente pode ser feito através de piso ou parede radiante, radiadores ou ventilo-convectores.
O piso radiante é a solução com maiores vantagens na construção nova de uma habitação, entre outras, tem uma maior eficiência com menor consumo energético, é compatível com a maioria dos revestimentos (cerâmica, pedra, madeira ou alcatifa) e tem a possibilidade de utilização de água a uma temperatura baixa (entre 30ºC a 45ºC). Enquanto os radiadores utilizam água a uma maior temperatura (entre 70ºC e 90ºC).
Os ventilo-convectores são aparelhos de climatização localizados em cada divisão da habitação que recebem água refrigerada ou aquecida. Estes aparelhos são utilizados geralmente por bombas de calor.
- Circulação Forçada Directa, de uma só passagem ou de passagem múltipla.
- Circulação Forçada Indirecta, (permutador externo ou interno), de uma só passagem ou de passagem múltipla.
1 – Colector solar
2 – Depósito de Acumulação (armazenamento de água)
3 – Bomba circuladora (assegura o transporte do fluido térmico no circuito primário)
4 – Apoio energético
5 – Permutador (permite a transferência de calor para a água que circula no circuito secundário)
6 – Válvula de três vias
CD – Controlo diferencial (sistema de controlo das diferenças de temperatura com interface com o utilizador programável)
No Inverno, em dias de céu enublado, é necessário recorrer a uma energia de apoio, em média nestes meses o sistema solar fornece cerca de 50% da energia necessária, estas podem ser as seguintes:
- Resistência eléctrica no depósito de acumulação, activada por um termóstato sempre que a água do depósito ficar demasiado fria.
- Caldeira activada por um termóstato sempre que a água do depósito ficar demasiado fria.
- Esquentador, conforme modelo, montado em paralelo ou em série com o depósito de acumulação.
- Na resistência eléctrica deve existir um relógio programável para manter a resistência desligada durante o dia ou quando não é utilizada a água quente.
Os Colectores Solares existentes no mercado são os seguintes:
Colectores Solares Planos:
- sem cobertura (de borracha)
- com cobertura e absorsor preto baço
- com cobertura selectivo (à base de crómio negro por exemplo)
Colector Solar do Tipo CPC (Concentrador Parabólico)
Colector de tubos de vácuo
Geralmente para aplicações domésticas de produção de água quente sanitária (armazenamento de água até 60ºC) os colectores utilizados são os Planos com cobertura, pois estes são bastante simples e de relativo baixo custo.
O colector sem cobertura (de borracha) é utilizado para o aquecimento de água de piscinas ao ar livre apenas no Verão, pois estes colectores só conseguem fornecer energia quando as temperaturas são superiores a 15ºC. Estes colectores são de baixo custo, no entanto têm bastantes perdas térmicas para o exterior.
Os colectores Planos com cobertura são a opção mais vantajosa em termos económicos para a utilização doméstica.
A cobertura em vidro de segurança (geralmente vidro temperado) confere uma maior durabilidade e resistência ao colector, protegendo de eventuais condições climatéricas, como por exemplo a queda de granizo. O isolamento térmico minimiza as perdas térmicas para o exterior
Os colectores com cobertura de revestimento selectivo (geralmente em crómio negro) são utilizados para além de aquecimento de águas sanitárias também para as seguintes utilizações:
- aquecimento de água de piscinas (com uma temperatura até 60ºC)
- pré aquecimento de água de processos industriais – que pode ser utilizado para pré aquecer a água de caldeiras, termoacumuladores e certos modelos de máquinas de lavar roupa e louça
- pode reduzir o consumo de electricidade ou gás no aquecimento de água quente sanitária e ambiente ao pré aquecer a água
- este colector tem um preço idêntico aos outros colectores planos
Os colectores do tipo CPC (concentrador parabólico) são os mais indicados para aquecimento de águas sanitárias e aquecimento ambiente:
- O desenho destes colectores contribui para aquecer mais o fluido térmico de transporte do calor para a água de consumo, com temperaturas entre os 80 a 90ºC
- O custo destes colectores é um pouco mais do que os colectores planos mas é mais eficiente no aproveitamento da radiação solar
Os colectores de tubos de vácuo têm a mesma utilização que os outros colectores no aquecimento e pré aquecimento (com temperaturas entre os 80 a 90ºC).
A diferença destes colectores encontra-se nos tubos de vácuo que reduzem as perdas térmicas para o exterior.
A título de exemplo os custos* de um kit solar de Termosifão podem ser:
- um colector plano selectivo ou tipo CPC, com uma área de cerca de 2m2 e depósito de acumulação de cerca de 180 litros pode custar entre 2.000€ a 2.500€
- dois colectores planos selectivos ou tipo CPC, com uma área de cerca de 4m2 e um depósito de acumulação de cerca de 300 litros pode custar cerca de 3.000€
Valores retirados de vários exemplos em troquedeenergia.com
O sistema solar térmico é composto por:
Colector Solar – capta a energia solar
Depósito de acumulação – armazenamento da água
Apoio energético – para os dias sem Sol
Permutador (opcional) – permite a transferência de calor do fluido térmico (circuito primário) para a água (circuito secundário)
O depósito de acumulação pode encontrar-se no exterior (telhado), o chamado sistema de Termosifão, ou no interior do edifício quando não é viável a colocação do depósito no telhado, o chamado sistema de Circulação forçada. Neste último sistema é necessária a utilização de bombas circuladoras para movimentar o fluido térmico.
Ambos sistemas podem ser de:
Circuito Directo – quando o fluido térmico que circula nos colectores é a água de consumo.
Circuito Indirecto – quando nos colectores circula um fluido térmico em circuito fechado (circuito primário) que passa por um permutador externo ou interno ao depósito de acumulação.
Em Portugal um sistema solar térmico pode ser dimensionado para satisfazer cerca de 60% a 75% das necessidades de água quente no período de um ano, e 100% das necessidades no período do Verão (3 a 4 meses)*.
A variação entre o Norte e Sul do país é menor do que se possa pensar, entre as cidades do Porto e Faro a diferença é de apenas 18%, o que corresponde a €25 por ano*.
O custo base de um sistema solar térmico para aquecimento de água quente sanitária para uma habitação unifamiliar (2 pessoas) é de 1750€.*
Com a poupança de energia para aquecimento de águas quentes sanitárias proporcionada pelo sistema solar térmico, pode-se ter um retorno do dinheiro investido em 6 a 8 anos*.
O elementos electrónicos do sistema solar consomem menos de cerca de 15€ por ano em electricidade. O tempo de vida de um sistema solar com uma manutenção regular dos equipamentos pode ultrapassar os 20 anos.
fonte: Energaia, 2007 (www.energaia.pt)
Obrigatoriedade na instalação de colectores solares térmicos para produção de águas quentes sanitárias nos novos edifícios e nas reabilitações abrangidas pelo RCCTE (Dec-Lei n.º 80/2006).
esta obrigatoriedade aplica-se sempre que haja uma exposição solar adequada
por exposição solar adequada entende-se a existência de uma cobertura em terraço ou uma cobertura inclinada com água cuja normal esteja orientada numa gama de azimutes de 90º entre sudeste e sudoeste
as coberturas que não sejam sombreadas por obstáculos significativos no período que se inicia diariamente 2 horas depois do nascer do Sol e termina 2 horas antes do pôr do Sol
o que quer dizer que não deverão existir obstruções com altura superior a cerca de 20º
obrigatoriedade na base de 1m2 de colector por ocupante convencional previsto (T0 e T1 – 2 pessoas, T2 – 3 pessoas, Tn – n+1 pessoas)
esta área pode ser reduzida para 50% da área de cobertura disponível, em terraço ou nas vertentes orientadas no quadrante Sul, entre sudeste e sudoeste
esta área é obrigatória não sendo possível reduzir a área com base no argumento da qualidade dos colectores
a contribuição de sistemas solares só pode ser contabilizada para efeitos do Regulamento se os sistemas ou equipamentos forem certificados de acordo com as normas e legislação em vigor
isto quer dizer, que só é admissível o recurso a colectores certificados, instalados por instaladores certificados e desde que haja prova da existência de contrato de manutenção durante 6 anos
os colectores e instaladores certificados podem se encontrar na internet em www.aguaquentesolar.com
em alternativa à utilização de colectores podem ser utilizadas outras fontes de energia renovável que captem, numa base anual, energia equivalente à dos colectores solares, podendo estas ser utilizadas para aquecimento de águas quentes sanitárias ou outros fins
são excluídas das alternativas outras tecnologias eficientes mas de fontes não renováveis, como por exemplo, recuperadores de calor, bombas de calor, bombas de calor solares termodinâmicas, microgeração, lareiras, salamandras, etc.
as alternativas que são aceites são por exemplo, energia geotérmica, painéis fotovoltaicos e energia eólica
O objectivo da integração de energias alternativas nos edifícios é a concepção de um edifício eficiente que permite a incorporação de um sistema que capte a energia e a transforme numa fonte alternativa útil para o edifício.
O interesse que a utilização das energias alternativas levantou nestes últimos anos deve-se principalmente à consciencialização da escassez dos recursos fósseis (como o petróleo) e da necessidade de redução das emissões de gases nocivos para a atmosfera, os GEE (gases de efeito de estufa).
As fontes de energia renovável são obtidas da Natureza que nos rodeia, como o Sol e o vento, que podem ser convertidas em electricidade ou calor.
Os sistemas de aproveitamento de energias alternativas podem ser:
Sistema solar térmico – a energia do Sol pode ser convertida para aquecimento de águas sanitárias e aquecimento ambiente
Sistema solar fotovoltaico – a energia do Sol pode ser convertida em electricidade para uso doméstico ou venda à “rede”
Sistema de mini-turbinas eólicas – a energia do vento pode ser convertida em electricidade
Sistema de mini-hídrica – a energia da água de rios pode ser convertida em electricidade
Sistema de geotermia – a energia da terra pode ser convertida para aquecimento de águas sanitárias e aquecimento ambiente


