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Relação entre a expessura e o consumo de energia ao longo de 10 anos
O Total do custo anual em energia associado a um isolamento exterior em EPS de 10 cm ao fim de 10 anos é de menos cerca de 2.000 € em relação ao mesmo isolante com 4 cm de espessura. Verificando-se uma maior diferença entre os 4 e os 7 cm e uma menor entre os 8 e os 10 cm. Sendo a diferença ao fim de 10 anos entre os 4 e os 8 cm de 1.500€.(1)
(1) Valores anuais calculados com base nas necessidades nominais de energia segundo o RCCTE e no preço da tarifa simples de 0,11€/kWh
Relação de investimento e poupança com o aumento de 10 mm no isolamento térmico
Em relação ao isolante exterior em EPS com 4 cm, o retorno do investimento em menor consumo de energia na aplicação de um isolante com espessura até 10 cm é pago em cerca de 4 anos e meio, e o investimento em isolantes até 7 cm é pago em 3 anos.
(1) Valores anuais calculados com base nas necessidades nominais de energia segundo o RCCTE e no preço da tarifa simples de 0,11€/kWh
As soluções possíveis para a Cobertura são:
Cobertura em terraço:
- Isolamento com protecção leve (autoprotegida)
- Isolamento com protecção pesada (seixo, lajetas, etc.)
- Cobertura invertida (isolamento sobre impermeabilização)
Coberturas inclinadas:
- Isolamento na vertente (desvão habitado sob cobertura):
- Isolamento térmico descontínuo
- Esteira leve inclinada (painéis sanduíche)
Isolamento sobre a esteira horizontal (desvão ventilado não habitado):
- Isolamento térmico contínuo sobre a esteira
- Isolamento térmico descontínuo sobre a esteira com eventual revestimento de piso
- Esteira horizontal leve (painéis sanduíche)
Os valores apresentados equivalem a um isolamento com 8 cm de espessura para todas as soluções retirados de tabelas do LNEC*. As linhas horizontais representam os coeficientes de referência do RCCTE para as zonas climáticas.
* Coeficientes de transmissão térmica de elementos da envolvente dos edifícios, Santos, Pina e Matias Luís, Laboratório Nacional de Engenharia Civil, 2006
- A cobertura tradicional (o isolante serve de suporte para a impermeabilização) tem um melhor desempenho que a cobertura invertida (isolante sobre a impermeabilização)
- Na cobertura tradicional é necessário colocar uma barreira páravapor sob o isolante devido à permeabilidade desta solução ao vapor de água
- A camada de protecção da cobertura (leve ou pesada) depende da acessibilidade à cobertura
- A cobertura invertida considera apenas o XPS que ainda detém a exclusividade destas aplicações
- A cobertura invertida protege a impermeabilização da cobertura
- As soluções construtivas em blocos cerâmicos entre 33 a 35 cm (abobadilhas cerâmicas com vigotas pré-fabricadas de betão armado) são as soluções com o melhor desempenho das soluções de estrutura resistente
- O EPS (Poliestireno Expandido Moldado) com uma massa volúmica (kg/m3) superior a 20 é o isolante com maior desempenho, no entanto, é mais dispendioso que o MW (lã mineral) e o ICB (aglomerado de cortiça expandida)
- A cortiça mais económica e mais ecológica, com 10 cm de espessura atinge um melhor desempenho do que os apresentados para os outros isolamentos
Os valores apresentados equivalem a um isolamento com 8 cm de espessura para todas as soluções retirados de tabelas do LNEC*. As linhas horizontais representam os coeficientes de referência do RCCTE para as zonas climáticas.
* Coeficientes de transmissão térmica de elementos da envolvente dos edifícios, Santos, Pina e Matias Luís, Laboratório Nacional de Engenharia Civil, 2006
- As soluções em cobertura inclinada são mais variadas e complexas que em cobertura plana
- As soluções com isolante nas vertentes são aplicadas quando o desvão é habitado ou quando não exista esteira horizontal
- Quando o desvão não é habitado a aplicação de isolante nas vertentes apresenta muitas desvantagens
- As soluções de isolamento contínuo sobre a esteira horizontal têm um melhor desempenho que as outras soluções, principalmente a solução com blocos cerâmicos entre 33 a 35 cm (abobadilhas cerâmicas com vigotas de betão armado)
- As soluções de isolamento contínuo sobre a esteira horizontal têm um melhor desempenho que as outras soluções, principalmente a solução com blocos cerâmicos entre 33 a 35 cm (abobadilhas cerâmicas com vigotas de betão armado)
- No isolamento das vertentes a aplicação de XPS (Poliestireno Expandido Extrudido) como uma solução de cobertura invertida, em que o isolamento protege a impermeabilização e pode servir também de suporte ao revestimento da cobertura, é a solução com o melhor desempenho
- No isolamento das vertentes a aplicação de cortiça ou de lã mineral exige a adopção de medidas complementares de protecção à exposição prolongada à água
- A solução de isolante sobre a esteira horizontal com a eventual aplicação de revestimento de piso é uma solução com um desempenho semelhante ao do isolamento das vertentes
- No isolamento das vertentes a aplicação de XPS (Poliestireno Expandido Extrudido) como uma solução de cobertura invertida, em que o isolamento protege a impermeabilização e pode servir também de suporte ao revestimento da cobertura, é a solução com o melhor desempenho
- No isolamento das vertentes a aplicação de cortiça ou de lã mineral exige a adopção de medidas complementares de protecção à exposição prolongada à água
- A solução de isolante sobre a esteira horizontal com a eventual aplicação de revestimento de piso é uma solução com um desempenho semelhante ao do isolamento das vertentes
A transmissão de energia entre o exterior e o interior é um factor preponderante no desempenho energético do edifício seja qual for o sistema de climatização.
A primeira decisão a tomar é a escolha das soluções construtivas da envolvente exterior mais adequadas ao clima local.
As soluções possíveis para as Paredes Exteriores são:
Isolamento Térmico de paredes simples:
- com revestimento aderido (ETICS)
- com fachada ventilada – revestimento independente contínuo ou descontínuo com fixação de suportes pontuais
Isolamento Térmico de paredes duplas:
- isolante preenchendo totalmente a caixa de ar
- isolante preenchendo parcialmente a caixa de ar
Os valores apresentados equivalem a um isolamento com 6 cm de espessura para todas as soluções retirados de tabelas do LNEC*.
* Coeficientes de transmissão térmica de elementos da envolvente dos edifícios, Santos, Pina e Matias Luís, Laboratório Nacional de Engenharia Civil, 2006
- O isolamento térmico de paredes simples pelo exterior evita as pontes térmicas, permite aproveitar a inércia térmica das paredes bastante necessária no Verão para manter uma temperatura fresca no interior e é uma solução menos dispendiosa
- O isolamento térmico de paredes duplas aproveita apenas parte da inércia térmica das paredes, obriga à correcção das pontes térmicas necessitando de uma maior área de isolamento, aumenta a espessura das paredes e o peso na estrutura e nas fundações, sendo por estas razões uma solução mais dispendiosa
- É recomendável a manutenção de um espaço de ar francamente ventilado nas paredes duplas, através de pequenos furos de ventilação e drenagem
- Todas estas soluções construtivas, com isolamento de 6 cm de espessura, cumprem os coeficientes de referência do RCCTE para todas as zonas climáticas, à excepção da parede simples com isolamento de cortiça para a zona I3
- A Alvenaria de Adobe, que não se encontra referenciada nas soluções do LNEC, é uma solução de parede simples que com isolamento pelo exterior tem o melhor desempenho de todas as soluções, para além de que beneficia de uma grande inércia térmica e é uma solução 25% menos dispendiosa do que as outras
- O XPS (Poliestireno Expandido Extrudido) é o isolamento com melhor desempenho, no entanto tem um custo de mais de 50% que o ICB (Aglomerado de Cortiça Expandida) e a exposição aos raios ultravioletas podem provocar a sua degradação
- A cortiça mais económica e mais ecológica, com 8 cm de espessura atinge um melhor desempenho do que os apresentados para os outros isolamentos
- A MW (Lã mineral) é um material ecológico, com um desempenho idêntico ao EPS (Poliestireno Expandido Moldado) e ao PUR (Poliestireno Expandido Extrudido), é bastante resistente e durável, no entanto a exposição à humidade pode diminuir o seu desempenho
O projecto das vivendas apresenta uma redução de 50% em necessidades globais de energia para climatização em relação à média das Ecofamílias*.
* Programa EcoFamílias – Relatório de progresso, Quercus, 2006
Na verificação regulamentar do RCCTE (Dec.-Lei n.º 80/2006) ambas as moradias conseguem superar os limites estipulados para as Necessidades Globais de Aquecimento e Arrefecimento.
Na vivenda 1 os valores das Necessidades Nominais de Energia para a situação de Inverno são Nic/Ni=0,36 e para o Verão Nvc/Nv=0,44
Na vivenda 2 para a situação de Inverno as Necessidades Nominais de Energia para o Inverno são Nic/Ni=0,28 e para o Verão Nvc/Nv=0,45
Para se atingir uma redução nas necessidades de energia para climatização em primeiro lugar é necessário considerar alguns dos aspectos relativos ao RCCTE (Dec.-Lei n.º 80/2006), nomeadamente os seguintes:
- Coeficientes de transmissão térmica da envolvente do edifício
- Isolamento das pontes térmicas para o exterior
- Sombreamento dos vãos envidraçados
- Factor solar dos vãos envidraçados
- Valores de renovações de ar por hora do espaço interior ou a conformidade com a norma NP 1037-1







